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Ensaio crítico acerca de semiótica segundo o Pierce e Greimas.

sábado, 28 de março de 2009


O devido ensaio terá por principal objetivo contrapor idéias e visões acerca da temática em estudo,em diferentes campos da reflexão cientifica e da cultura humana,ressaltando de modo crítico, o nosso olhar diante de tais definições.

Podemos perceber, por intermédio de nossas pesquisas que, haja vista um campo de conhecimento tão amplo e complexo ,durante o século XX,abriu-se então, uma longa discussão acerca de duas grandes correntes no campo de estudo dos signos :a semiologia e a semiótica,pois enquanto ciência que se debruçam sobre a significação e sobre os elementos signicos,ambos foram e são de grande importância dentro do universo lingüístico.

Diante do que expõem os dois estudiosos por nome : Pierce e Greimas, notamos que há abordagens diferentes e que eles enveredam por definições contrarias quando da restrição ou alargamento de suas opiniões.

É sabido que, Charles Sanders Pierce, não só se detém na problematização da noção de objeto ,ou seja,dos aspectos signícos,mas também o alargamento conceptual da significação à inferência acrescentando ainda que o objeto é que determina o signo dissolvendo,portanto,a dualidade entre motivação e convenção.

A partir desta concepção,constatamos que a visão pierciana levar em consideração a totalidade de fatores,pois para ele é necessária uma examinação das condições de manifestação da linguagem,levando em conta requisitos essenciais que validam sua tese,tais como,emissor/receptor,dada a natureza relacional do signo ,pois dentro da filosofia pierciana tudo é semioticamente analisável.

Em síntese,afirmamos que a definição empregada por Charles Sanders Pierce baseia-se na analogia ,ou seja,num proceso lógico acerca da apreensão signica da inferência e da representação oferecida por meio do signo lingüístico que nos faz deduzir,isto é,tirar nossas conclusões por meio do raciocínio lógico.

No que se concerne à definição de semiologia,A J Gremias enfatiza que os sistemas de signos com estruturas hierárquicas ,análogas a linguagem,tal como,língua códigos de trânsito,arte,música,literatura etc,não são levados em conta. Como postulante de Saussure e Barthes ,mas como outro pensamento,Greimas defende a semiologia como a teoria geral da significação ,ou seja ,tudo seria natural em qualquer lugar não dependendo de nenhuma investigação cientifica.Por isso,ele descarta em seus estudos os fatores externos,pois não se detém ao estudo supra-linguistico com a dinamicidade radical do processo semiótico.
Como sabemos ,os estruturalistas,com especial destaque a Ferdinand Saussure,que criou a dicotomia língua-fala (langue x Parole),se debruçou somente na primeira ,enquanto fato social (-o estudo da vida dos signos no seio da vida social),daí,analisando somente suas reais estruturas ,ou seja,a sincronia, a estaticidade da língua ,estudando aquilo que consistem os signos,as leis que os regem,a pura forma,em face de uma estrutura abstrata de transformação,se debruçando somente na analise do processo lingüístico.Greimas,com isso,descarta o processo investigatório de que Pierce discorre.
Em resumo,observando criticamente ,percebemos que em face da acentuação do domínio da escrita ,ou seja, do domínio do objeto textual,os semiologistas ,dentre elas A.J.Greimas em sua teoria geral da significação,suspende a relação com o contexto,descartando por definitivo , a significação por meio da relação que a semiótica tem em textos.

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