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A Catedral [ análise ] SIMBOLISMO !

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A Catedral
(Alphonsus Guimarães )

Entre brumas, ao longe, surge a aurora,
O hialino orvalho aos poucos se evapora,
Agoniza o arrebol.

A catedral ebúrnea do meu sonho
Aparece, na paz do céu risonho,
Toda branca de sol.

E o sino canta em lúgubres responsos:
Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!

O astro glorioso segue a eterna estrada.
Uma áurea seta lhe cintila em cada
Refulgente raio de luz.

A catedral ebúrnea do meu sonho,
Onde os meus olhos tão cansados ponho,
Recebe a benção de Jesus

E o sino clama em lúgubres responsos:
Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!

Por entre lírios lilases desce
A tarde esquiva: amargurada prece
Põe-se a lua a rezar.
O entardecer aumenta a agonia do poeta.

A catedral ebúrnea do meu sonho
Aparece na paz do céu tristonho,
Toda branca de luar.
E o sino chora em lúgubres responsos:
Pobre Alphonsus! Pobre Alphonsus!

O céu é todo trevas: o vento uiva.
Do relâmpago a cabeleira ruiva
Vem açoitar o rosto meu.

E a catedral ebúrnea do meu sonho
Afunda-se no caos do céu medonho
Como um astro que já morreu.
E o sino geme em lúgubres responsos:
Pobre Alphonsus!Pobre Alphonsus!



ANÁLISE DO POEMA
A Catedral de Alphonsus Guimarães ,trata-se de um poema riquíssimo no que diz respeito as sugestões rítmicas e a seleção vocabular. O autor descreve bem a passagem de um dia completo: aurora, dia, anoitecer e noite fechada, o poeta descreve seus estados de alma, usando a musicalidade através das ações do sino que expressam seus sentimentos e sua ânsia de espiritualidade. Ele teve a preocupação de deixar o refrão, insistentemente marcado pelas ações do sino, traduzindo a angústia íntima do “poeta” à medida que o dia passa. É importante lembrar que estão presentes no texto, várias características simbolistas tais como: a musicalidade, o vago,o nebuloso, a espiritualidade simbolicamente representada pela catedral. Observa-se também que o ritmo da repetição característica do texto poética estão bem presentes haja vista que o seu efeito sonoros transcende as palavras e soa aos nossos ouvidos como um doce tocar da balada de um sino,que é percebido até mesmo numa leitura silenciosa,apesar da linguagem metafórica que esse faz presente , a marcação das silabas poéticas identifica a coincidência nos versos pares evidenciando-se nos versos 4,12,20,e 28 ;e sino canta em lúgubres responsos nos versos 7,23, e 31 , Pobre Alphonsus! Vemos também que o título do poema indica igreja e deixa-nos a expectativa de um ambiente completamente religioso e também mas na frente nos deparamos com palavras como céu ,canto,glorioso,benção,Jesus,clama,rezar e as duas que são repetidas 4 vezes catedral e sino.
A característica dos simbolistas foi seguida a risca nesse poema, vemos que há repetição de letras com predominância das consoantes “s” e “r” e quanto as vogais vemos que a letra “a” aparece muitas vezes e também a letra “e”.Pode-se dizer que a letra “s” corresponde a aliteração encontrada no texto levando em consideração que o título do poema nos sugere a ambientação de uma igreja ,que logo associamos a palavra SINO como vemos:”E o sino canta em lúgubres,responsos,”...E o sino clama...E o sino chora em...E o sino geme.O sino também pode ser considerado uma anáfora que é valorizada por ecoar ,é um poema composto por 3 versus e distribuídos em 4 partes feito em um ritmo singular O Alphonsus “catedral” representa o fruto do trabalho simbolista ,que reagia conta toda poesia anterior.É sabido que o simbolismo reage contra o cientificismo do parnasianismo e procura restaurar valores românticos varridos pelo realismo como o espiritualismo,o desejo de transcendência e interação com o universo o mistério,a religiosidade e a morte sem é claro cair na afetação sentimental romântica o sino, representaria o nosso coração ,pulando em nosso corpo o autor também deixa transparecer vestígios de situações vividas ,Guimaraens, tratou em seus versos de amor, morte e religiosidade. A morte de sua noiva Constança, em 1888, marcou profundamente sua vida e conseqüentemente sua obra contem um certo ar de tristeza .
A medida em que vamos lendo ,descobrimos que em Catedral ,nada está escrito por acaso,nas 3 primeiras estrofes os verbos estão no presente do indicativo e,apenas na última temos o verbo “morrer” pro pretérito perfeito denota-se ai todo o clima angustiante medonho,revelando o pavor que a maioria das pessoas tem da morte.O poema é encerado com o afeto de perplexidade revelada pela exclamação dirigida ao Pobre Alphonsus ! pobre Alphonsus ! é uma das características dele também se colocar como um pobre coitado.As palavras sonho e medonho :medonho,tem um sentido Constrangente em relação a palavra sonho que já teria uma idéia de momento maravilhoso. O autor cria ao rimar essas duas palavras uma situação marcada pela antítese. O poema simbolista é repleto de idéias que os nossos sentidos,1ª parte:Brumas ,canta, aurora,orvalho,evapora,arrebol,branca,sol .Na 2ª :astros ,áurea,clama,refulgente,raio de luz,benção,na 3ª:lírios lilases,tarde,chora,lua rezar luar, e na 4ª trevas,vento,relâmpago ,geme,açoitar o rosto meu. Observa-se que todas essas palavras ,fazem –nos sentir ,ouvir cheirar e ver toda a paisagem do cenário descrito pelo poeta,o nascer luminoso “infância” traz a sensação do perfume da natureza orvalhada e a sensação de luz o vigor da juventude e do aroma se acrescenta à da cor na terceira parte é de um crepúsculo e do som das badaladas de um sino que anuncia a morte de alguém.Esse é um poema que sugere-nos tristeza, refletindo bem a áurea dos simbolista .


TRABALHO DO PROF FILIPE 7° PERÍODO!!!

4 comentários:

gladiadorcelest disse...

GOSTEI DA ANALISE QUERIDA ESCRITORA. ESTAVA PROCURANDO ALGO CONCERNENTE A ANALISES DE POEMAS SIMBOLISTAS, E ENCONTREI SEU BLOG. ABRAÇOS E MANTENHA O CONTATO.


CLAYTON QUIRINO ALUNO DE LETRAS DA UNIP. SANTOS / SP. gladiadorcelest@hotmail.com

Beatrice Oliveira disse...

Gostei muito da análise :D

Anônimo disse...

até que ta bom , só que a colagem dos textos ta esquisita.
não parece um texto, parece três ou quatro textos colados um em seguida do outro,
ideias se repetem,
não há definição de paragrafo,
e da para perceber bem que não foi você que criou esse texto, na verdade eu li tanto texto sobre esse poema que identifiquei a fonte dois dos textos.

e eu aposto que voce nem sabe do que se trata esse poema

Paloma disse...

Muito bom, gostei demais, essa analise me ajudou bastante...

 
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