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1984: Ficção ou Realidade?

segunda-feira, 22 de junho de 2009


AUTARQUIA DE EDUCAÇÃO, CULTURA E DESPORTOS – ABCDE
CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO VALE DO SÃO FRANCISCO – CESVASF

DEPARTAMENTO DE LETRAS
Orientador: Manoel Heleno

1984
(Ficção ou Realidade?)


Equipe:
Cristiane;

Isabel;
Márcia;
Rosinete.


Belém do São Francisco – PE
Junho/2009

Apresentação

Se você quer uma imagem do futuro, imagine uma bota prensando um rosto humano para sempre.”
É nessa perspectiva que 1984, de George Orwell, expõe de forma clara a tirania como o mais completo inventário de todos os pesadelos, numa época em que a modernidade, por meio dos recursos tecnológicos, sufocará os indivíduos, neutralizando sua história, sua língua e, sobretudo seus sonhos.


Objetivo

O presente trabalho consiste na análise crítica e psicológica da obra, a fim de suscitar questionamentos e promover a reflexão acerca dos pontos convergentes entre a ficção de Orwell e a realidade que ora se vislumbra, bem como os pilares que a respaldam.



1984: Ficção ou Realidade?


No estado totalitário criado por Orwell, o poder e a tirania de uma entidade invisível mantêm pleno controle e ordem social, em que por meio da vigilância absoluta a individualidade é invadida constantemente.
A Oceania, onde os fatos são ambientados, é controlada pelo “Grande Irmão” (Big Brother), figura representativa do Partido que a governa, num sistema socialista. A população é dividida entre membros do Partido Interno, membros do Partido Externo, e as proles – respectivamente alta, média e baixa classe social. A língua oficial é a Novilingua, idioma com palavras e estruturas gramaticais sem nenhum rebuscamento. Os cidadãos são vigiados 24 horas por dia pelas teletelas - equipamentos que transmitem a programação oficial do Partido e monitoram simultaneamente o que se passa no local onde estão instaladas, captando som e imagem. Tal pressão psicológica atua como elemento eficaz, forçando as pessoas a cumprirem as leis e respeitarem os mandamentos do Grande Irmão.
Nesse contexto, o medo é um forte fator de persuasão dos indivíduos à sujeição do Grande Irmão, pregando a idéia de paz e harmonia e garantindo a manutenção de sua onipotência.

O castigo corporal ou a ameaça de uma penalidade maior, a partir das fobias de cada indivíduo, por exemplo, possibilita que o Grande Irmão molde não só os costumes, mas também o pensamento geral da forma que lhe convir.
Winston Smith, membro do Partido Externo, trabalha no Ministério da Verdade e se ocupa diariamente de modificar dados e arquivos de acordo com a vontade do Partido, para tornar o passado compatível com o presente. Tomado por dúvidas sobre as condições de vida da população e sobre a atuação do Partido, ele questiona intimamente quase todos os dogmas da sociedade em que está inserido. Inquieto por essa idéia, planeja uma revolução secreta e particular, sonhando sempre com a existência da Fraternidade, organização clandestina liderada pelo fugitivo Goldstein que reuniria todos os insurgentes contra o Partido.
O ápice da trama se dá quando Winston, enlevado pela paixão por Júlia e crente na lealdade O’Brian, membro do Partido Interno completamente adaptado a realidade. Cabe a O'Brien traí-lo e “reeducá-lo” ao sistema
Winston sucumbe à pressão do sistema, despe seus sonhos, escamoteia seus ideais e finalmente se adapta ao regime do Grande Irmão.




Conclusão


A análise da obra, embora superficial, viabilizou a observação dos acontecimentos narrados pelo autor e o confronto com a realidade a partir de situações cotidianas e universais.
Conforme reza o autor, seu ato de escrever “não se baseia só na experiência estética, consiste sobretudo no sentimento de partilha, na noção de injustiça e na necessidade de denunciar e chamar a atenção para um determinado fato.
Conclui-se então que embora seja um gênero de ficção, retrata fielmente os novos rumos que a humanidade segue, enveredando cada vez mais pelo caminho da pseudo coletividade que objetiva apenas a alienação massificada, culminando no controle total dos indivíduos.

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