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Análise sobre filme “Sociedade dos poetas mortos”

sábado, 29 de janeiro de 2011

Nota se no filme Sociedade dos Poetas Mortos, claramente o papel ideológico primordial que a escola assume tanto naquela época quanto atualmente . Na devida escola até então considerada o “padrão” da época cujos pilares eram constituídos de: ordem , disciplina, e usados no sentido de bloquear a expressão e a valorização do pensamento livre. O diretor, logo no início do filme deixa claro para os novos alunos que eles estão tendo uma oportunidade ímpar, pois estudar naquela instituição era privilégio de poucos. Há uma cena na qual segurando a vela o diretor diz aos alunos: “esta é a luz do saber”, como se até aquele momento eles nada soubessem, atitude bem típica de uma escola meramente tradicional.
Uma instituição tradicional, pois víamos nitidamente uma metodologia basicamente ,conservadora, arcaica, constituída de professores na sua grande maioria aparentemente tradicionais, desatualizados, incompreensíveis, acomodados, enfim,atrasados . Porém,toda regra tem uma exceção. Chega na escola o professor por nome Keating¸ que usando de criatividade determinação, competência, honestidade e valorização das experiências anteriores a escola, começa a instigar os alunos da mesma para que percebam – se sujeitos de sua aprendizagem e não apenas objeto. A metodologia utilizada pelo referido foi muito questionada pelos outros professores, mas foi bastante eficaz. Após Keating haver terminado a sua aula no pátio da escola, um dos professores até o elogiou dizendo que a aula havia sido muito relevante, no entanto, ele teria problemas mais a frente, uma vez que estava ensinando aos alunos coisas que poderiam fazer com que eles se revoltassem contra o próprio professor.Contudo mostrando serenidade, humilde e sabendo de suas limitações, o professor inovador responde que não deseja formar artistas, mas livres pensadores .
A metodologia adotada pelo professor ao meu ver referencial desagradava profundamente a direção da instituição de ensino que buscava uma forma para punir o polêmico professor . O que chama muito a atenção é que mesmo existindo tantas formas de linguagem, tantos signos e código linguísticos, é na arte que ele busca a sua inspiração para lecionar e refletir sobre o mundo.
Os variados poemas apresentados e as várias formas de interpretação que o “facilitador radical” os dava, fazia com que os textos tivessem vida o que facilitava o processo ensino-aprendizagem. Tal metodologia fazia das aulas uma diversão de maneira que a grande maioria dos alunos se interessavam de maneira dinâmica, participativa.
Esse filme é repleto de sensibilidade. Vemos claramente a luta de Neil que deseja ser ator e foi desestimulado pela família o que o faz tirar a própria vida, pois, até aquele momento, segundo o que deixará escrito: “não havia aprendido a viver”.
Nota-se na atitude de Neil como os nossos alunos e nós mesmos nos sentimos quando somos privados de fazermos aquilo que realmente gostamos de fazer. Muitas vezes, diferente de Neil, não tomamos uma decisão trágica de forma imediata, porém , passamos a vida quase toda tentando compensar as nossas angustias e decepções.
Percebesse também no filme a importância da arte na vida das pessoas. Através dela Keating, conseguir despertar a sensibilidade que repousava dentro de cada um. Fez – os perceber que não somos simplesmente razão, mas também sentimentos e que a vida necessita ser vivida intensamente, aproveitando um dia de cada vez (Carpem Diem).
Através da arte, o renomado professor os fez expressar – se, porque o riso faz bem a saúde e a própria vida. Os fez perceber que todos nós somos capazes de dar grandes contribuições para a humanidade, pois cada um de nós somos relevantes .
Os alunos de Keating ao tomarem conhecimento da história e dos mistérios que envolviam a Sociedade dos poetas mortos, desejaram conhecer um pouco mais sobre o assunto. Aprenderam vivendo profundamente “a essência da vida” que palavras e idéia podem mudar o mundo. E é exatamente o que nós esquecemos em alguns momentos. Que as nossas palavras tem poder e que podem mudar o mundo para melhor ou para pior, mas mudam ainda que seja apenas o mundo do nosso aluno e por isso somos responsáveis, como diria o Antoine de Saint-Exupéry em sua brilhante obra filosófica o pequeno príncipe: “somos responsáveis por aquilo que cativamos”.
Em resumo o filme é uma grande reflexão sobre a nossa prática pedagógica e sobre o tipo de escola que queremos, e o mais importante, sobre o tipo de cidadão queremos ajudar a formar: um cidadão alienado ou um ser humano participativo, dinâmico, que consegue não apenas se perceber no mundo para interagir criticamente com ele. Um ser humano que vê seus sonhos serem tolhidos ou alguém que nos agradecerá a vida toda pela grande contribuição dada?
Almejamos ser recordados pelas coisas boas que fizemos, não pelos erros que cometemos no desejo de acertar.



Cristiane Oliveira

3 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom, parabéns!

Anônimo disse...

http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=26608&cat=Artigos


Quem copiou de quem, mudando apenas algumas palavras? kkkk.

Anônimo disse...

Foi ele que copiou dela, pois conheço há anos e ela nunca plagiou nada de ninguém. Cris tem uma mente muito boa, muito critica, ela tem o dom para escrever e não seria capaz de fazer isso. Beijos!

 
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